Author: pessoasemletras

  • À MESA

    À mesa estão dispostos garfos, facas, colheres, pratos e copos.

    À mesa estão reunidos todos: pais, filhos, mães e avós.

    Ao redor da mesa, as crianças correm, gritam, felizes por estarem com seus amigos.

    À mesa temos lasanha, churrasco ou, quem sabe, uma deliciosa macarronada de domingo.

    À mesa temos choros, risadas e a gritaria de uma jogatina de UNO.

    Ah, à mesa compartilhamos pães, as pizzas do Sr. Zaqueu, as sopas da Dona Zulma e, quem sabe, um arroz e feijão fresquinho da Dona Vilma.

    Que saudade da mesa, que saudade de estar disposta a sentar-me à mesa apenas para uma longa conversa após um dia turbulento de trabalho.

    Que lembranças a mesa me traz: lembranças de alegrias, choros e momentos de crescimento.

    Para estar à mesa, basta estar disposto. Pois é à mesa que a oportunidade nos aguarda, onde a esperança não se acaba, porque é à mesa que se estreitam laços e se compartilha o amor.

  • N amizade

    “Não tenha pena dos mortos e sim dos vivos, e acima de tudo, daqueles que vivem sem amor”. – Alvo Dumbledore

    Acontece hoje com N amizade.

    Ao dizer sim para uma nova vida. E a quem sempre preferiu, o rancor, a inveja, a desonestidade.

    Um ciclo se foi, dou assim por encerrado para que não voltes nunca mais.

    Acabou quando deixaste que a palavra que mais solidificou nossa amizade, à destruisse.

    Caminharei com aqueles que antes de tudo vivem DO AMOR, vivem O AMOR.

    Adeus.

  • Corra Riscos

    Dia 08 de novembro de 2013

    “Esta carta não tem nenhum conteúdo religioso apesar de falar de Deus e milagres.
    Mas esta carta tem a ver com a felicidade e sonhos á serem conquistados.
    Todo o dia Deus nos dá junto ao sol (eu amo o sol!!), um momento em que é possível mudar tudo o que nos deixa infelizes.
    Às vezes parece que todos os seus dias são iguais, mas quem presta atenção no seu dia-a-dia pode notar que existem momentos mágicos.
    Este momento pode estar bem neutro, em uma forma bem sutil. Mas esse momento mágico esta ai bem perto de você. (Este momento é real, pode ser confuso, mas é real.) É onde a luz Divina caminha por entre as estrelas mais belas que deixa o céu mais encantador e nos permite fazer milagres.
    A felicidade esta dentro de todos nós, mas às vezes ela fica escondida porque nós mesmos acabamos a trancando e só você pode liberta-lá e deixar que a felicidade faça parte de sua vida.
    Para obter a felicidade ás vezes é preciso correr riscos.
    Corra esses riscos!!
    Só entendemos por completo o milagre da vida, quando deixamos que o inesperado aconteça.
    Por isso, o risco que corremos pode mudar a nossa vida.
    Pode fazer com que tenhamos força para realizar sonhos.
    Sonhos que são muito importantes. Nunca desvalorize nenhum sonho, pois ele faz parte da sua felicidade.
    Por isso, Corra esse risco!!”

  • Grande Sertão: Veredas

    João Guimarães Rosa.

    Em 2013, fui desafiada a ler a obra de João Guimarães Rosa. Lembro-me de que um dos meus primeiros questionamentos foi sobre o título e o uso do “:” após “Grandes Sertão”, e como isso se relaciona com o personagem central, Riobaldo.

    Riobaldo é um ex-jagunço que, em sua velhice, narra, em primeira pessoa, suas reflexões filosóficas sobre a vida, o bem e o mal, e até mesmo sobre a existência de Deus e do Diabo.

    O livro nos desafia a compreender a vida de Riobaldo por meio de uma linguagem própria do tempo em que se passa. Trata-se de uma narrativa, por vezes, cansativa, que dificulta o entendimento em algumas partes do romance, mas que se torna cada vez mais instigante à medida que a história se desenrola.

    Riobaldo assume para si o sertão, não apenas como um espaço físico, mas como uma parte de si mesmo. Ele vive seus medos, amores, traições e outros conflitos inerentes à vida. Riobaldo vivencia o conflito de amar outro homem (no caso, Diadorim, a quem conhece quando jovem) e, ao descobrir um grande segredo, se questiona constantemente sobre sua própria identidade e os sentidos da vida.

    As veredas no livro representam os caminhos que tomamos. Riobaldo escolheu o caminho de lutar pelo que lhe era cabível em sua época, sendo aquilo que lhe era proposto no seu tempo.

    A proposta do autor é nos levar a mergulhar no romance de Riobaldo e, por meio dele, nos conhecermos melhor. É, em parte, um convite a nos colocarmos no lugar do próprio Riobaldo, e entender que somos, de certa forma, como um grande sertão, repleto de desafios a serem conquistados.

    Quando falamos de nós mesmos, falamos do caminho que percorremos em nosso sertão. E a pergunta que fica é: onde está o nosso sertão?